“Campos do Rio são melhores do que os de Londres”, diz presidente da FIH

Espanhol Leandro Negre comanda o hóquei sobre grama no mundo. Ele diz torcer pelo desenvolvimento do esporte no país e torce por “campanha histórica” do Brasil.

Bem-humorado e animado com o crescimento do hóquei no Brasil, o presidente da Federação Internacional de Hóquei Sobre a Grama (FIH), o espanhol Leandro Negre, visitou nesta quarta-feira os campos da Ilha do Fundão, localizados dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que foram inaugurados em maio e que nos Jogos servirão para os treinos das equipes. Ele conversou por alguns minutos com as atletas da Espanha e da Índia, que treinavam no local em preparação para a Rio 2016. E se dizendo encantado com a qualidade da obra, Negre espera que o legado pós-Jogos seja importante para o Brasil, que vai estrear na modalidade em casa.

– Estou muito contente. Os campos são extraordinários e muito bonitos. Os jogadores gostaram muito da modernidade. Eles são melhores que os dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 – comparou.

Depois, ele disse torcer para que, com os novos equipamentos, o Brasil faça honrar sua tradição em esportes coletivos e cresça também no hóquei.

– A Federação está muito satisfeita e feliz em participar disso, pois será um êxito de todos. O Brasil é muito forte em esportes de equipe. É assim no futebol, no vôlei, no basquete. Por que não no hóquei? O Brasil tem essa habilidade em esportes coletivos e pode ajudar o fato do hóquei se parecer muito com o futebol – disse.

O mandatário revelou ainda que a ideia inicial era que os quatro campos exigidos pelo COI para sediar a Olimpíada fossem construídos em Deodoro, lugar que vai receber as partidas oficiais. Os planos, porém, mudaram justamente para descentralizar a prática do esporte. Hoje, com a vinda da Olimpíada, o Rio de Janeiro passou a contar com quatro campos oficiais: dois em Deodoro e dois na Ilha do Fundão. Antes, havia apenas um em Deodoro (legado do Pan 2007):

– As primeiras conversas eram que tudo fosse concentrado em Deodoro, mas isso seria ruim para o futuro do hóquei no Brasil. Com esses dois na UFRJ, a tendência é que o esporte tenha mais fomento, pois dois campos estão na maior universidade do Rio de Janeiro. Foi uma decisão acertada.

Negre citou a popularidade da modalidade em países vizinhos ao Brasil, como a Argentina, aonde é um dos esportes mais praticados.

– Fiquei muito contente quando o Brasil garantiu a classificação para a Rio 2016. Depois das disputas, o esporte vai crescer muito por aqui. O hóquei ainda é pouco conhecido no Brasil, mas logo ao lado têm países em que ele é muito popular. Espero que com esse legado e com boas ideias, o hóquei também se torne uma potência.

Quando questionado sobre quem tem mais chances de conquistar a medalha de ouro tanto no feminino quanto no masculino, Negres ficou em cima do muro, mas citou que espera uma boa campanha brasileira.

– Agora depende dos treinadores, dos jogadores. A Federação torce para o sucesso total dentro do campo. Mas eu gosto de surpresas e ficaria encantando se o Brasil conseguisse uma boa campanha. Seria algo magnífico.

O Brasil conquistou no masculino a inédita vaga olímpica com o quarto lugar no Pan-Americano Toronto 2015. O país está no grupo A com Bélgica, Reino Unido, Nova Zelândia, Espanha e Austrália. Os quatro primeiros colocados passam para as quartas de final e enfrentam os times do outro grupo composto por Holanda, Alemanha, Argentina, Índia, Irlanda e Canadá. A estreia acontece neste sábado, contra a Espanha, às 19h30, em Deodoro. O time feminino não se classificou.

globoesporte.com

Por Robson Boamorte

Rio de Janeiro

Leandro Negre bateu papo com as jogadores de Espanha e Índia, que treinavam no momento da visita (Foto: Robson Boamorte / GloboEsporte.com)

Leandro Negre bateu papo com as jogadores de Espanha e Índia, que treinavam no momento da visita
(Foto: Robson Boamorte / GloboEsporte.com)

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